Saiba como a Cris chegou ao Pró-Tapir!

Por Cristina Jaques

O contato com o meio científico começou quando eu ainda estava no início da faculdade, a partir de um estágio voluntário no Museu de Biologia Prof. Mello Leitão (MBML). Nesse tempo eu me dediquei às diversas atividades que um museu de biologia pode oferecer e, foi nesse cenário que participei do meu primeiro projeto de pesquisa, que tinha como objetivo descobrir mais sobre a ictiofauna do Vale do Canaã. Os responsáveis por esse trabalho empenhavam horas e horas na identificação de minúsculos peixes, demarcação de bacias, rios e nascentes, novas espécies e, ali tinha muito amor e dedicação a este grupo tão interessante. Porém, os mesmos olhos que observavam todo esse trabalho com atenção e curiosidade, estavam à procura de algo que também despertasse tanto amor quanto eu via ali.

Palestra da Andressa, em 2011, no MBML.

Longe das águas, o que eu procurava estava em terra firme, logo soube quando a coordenadora do Pró-Tapir (Andressa Gatti) foi ministrar uma palestra sobre o projeto no MBML. Reservas, dias de campo, fezes de anta, carrapatos, marimbondos, cansaço, horas de caminhada, muito dedicação e claro, as antas e sua conservação. Esse era o cenário que o projeto apresentava aos seus ouvintes. E foi por essa vida, por essa espécie que eu me apaixonei. Era uma proposta tão incrível para uma simples estudante de graduação. Veja bem, a conservação ia além das antas, estava ali a conservação da comunidade de ungulados existentes nas áreas e consequente proteção de tantas outras espécies e seus habitats.

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Defesa da Monografia, em 2013, na ESFA.

O que era interesse virou realidade quando a Andressa aceitou me orientar na monografia ou desorientar como ela diz rs….. brincadeiras à parte. Iniciamos ali um grande parceria, ainda não era com as antas, mas com um grupo interessantíssimo, os carnívoros. Eu estudei a dieta de algumas das espécies de carnívoros partir das fezes, com a preciosa ajuda do Jardel Seibert. Monografia aprovada e um diploma no bolso, eu estava oficialmente na equipe do Pró-Tapir.

E para honrar tal oportunidade, muito trabalho eu tinha pela frente, muito o que aprender, ouvir, observar e arriscar. Meu primeiro campo oficial foi na REBIO de Sooretama com direito a muito coco de anta e carrapatos pra deixarem suas marcas na minha história.

Primeiro campo oficial com a equipe do Pró-Tapir, na Rebio de Sooretama: Coleta de fezes de anta
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Com o parceiro, Jardel B. Seibert, na primeira campanha oficial com o Pró-Tapir.

Abraços

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4 comentários em “Saiba como a Cris chegou ao Pró-Tapir!”

  1. Cris, eu só tenho a agradecer toda a sua dedicação ao Pró-Tapir! Sei que você ama o que faz! Muito obrigada pela confiança, pelo excelente trabalho desenvolvido e por sua amizade!!! Acho que eu lhe desorientei para o caminho certo….hahahahaha

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